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O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de liberdade de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, morta em maio de 2024. A decisão foi assinada na terça-feira (5) pelo ministro Sebastião Reis Júnior.
Preso desde maio de 2024, Ademar teve a soltura solicitada pela defesa, que alegou demora na tramitação do processo após a anulação da sentença condenatória. Os advogados também defenderam que ele poderia responder em liberdade, mediante medidas cautelares.
Ao analisar o pedido, o ministro entendeu que não há ilegalidade na manutenção da prisão. Segundo a decisão, o Tribunal de Justiça do Amazonas apresentou fundamentos suficientes para manter o investigado detido, citando a gravidade dos fatos, a suposta atuação organizada e a necessidade de garantia da ordem pública.
O magistrado também rejeitou o argumento de excesso de prazo, destacando a complexidade do processo, que envolve vários réus e diferentes fases processuais.
Apesar de negar a liberdade, o ministro determinou o envio de informações atualizadas sobre o andamento do caso pela Justiça do Amazonas.
Outro pedido apresentado pela defesa, referente à soltura de Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe de Djidja, ainda aguarda análise.
Em dezembro de 2024, Ademar e outros envolvidos foram condenados por tráfico de drogas e associação para o tráfico, em investigação relacionada à comercialização de cetamina. No entanto, a sentença foi anulada em setembro de 2025 pela Primeira Câmara Criminal do TJAM, após entendimento de que houve cerceamento de defesa devido à falta de acesso prévio ao laudo toxicológico definitivo.
Mesmo com a anulação da condenação, Ademar segue preso enquanto o processo continua em tramitação.